o que e dengue

O que é Dengue?

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.

Como a dengue é transmitida?

A principal forma de transmissão é pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, e existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

Como se prevenir?

A maneira de evitar a dengue é eliminar qualquer foco de água parada no qual o mosquito possa se reproduzir. Todas as pessoas devem cuidar de suas casas e locais de trabalho de modo que consigam manter o ambiente sempre limpo e longe de qualquer possibilidade de acúmulo de água.

Quais são os sintomas da dengue?

Geralmente, os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia depois da picada do mosquito. Entre os mais comuns da Dengue estão a febre alta, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dengue se dá através de exame clínico no consultório médico no qual o profissional realiza a Prova do Laço e faz o pedido laboratorial para um exame de sangue.

Como funciona o tratamento da Dengue?

Não existe tratamento específico contra o vírus, apenas para aliviar os sintomas, como repouso, ingestão de líquidos e remédios sob prescrição médica.

o que e chikungunya

O que é Chikungunya?

A Chikungunya é uma doença viral, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. No Brasil, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, são vetores em potencial da doença, e a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. O nome Chikungunya significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

OComo prevenir?

Assim como a dengue, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança.

Quais são os sintomas da Chikungunya?

Os sintomas da Chikungunya são clinicamente semelhantes aos da dengue, sendo eles: febre alta, dor muscular intensa, dor de cabeça, enjoo, fadiga e manchas avermelhadas pelo corpo. O que difere as duas doenças, porém, são as fortes dores nas articulações (poliartrite). Caso perceba algum dos sintomas citados, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e não use medicamentos sem orientação médica.

Como é feito o tratamento?

Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e as dores articulares. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

o que e zika

O que é o Zika?

O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.

Como é transmitido?

O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do Aedes aegypti. Outras possíveis formas de transmissão do vírus Zika precisam ser avaliadas com mais profundidade, com base em estudos científicos.

Quais são os sintomas?

O Zika Vírus provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya. De baixa letalidade, a chamada febre zika causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações), manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos, dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

Qual o tratamento?

Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. Para os casos sintomáticos, o tratamento é baseado no uso de medicamentos sob prescrição médica. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus.

Cuidados para a gestante
Prevenção/Proteção
› Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas.
› Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
› Pratique sexo seguro

Cuidados
› Busque uma Unidade Básica de Saúde para iniciar o pré-natal assim que descobrir a gravidez e compareça às consultas regularmente.
› Tome todas as vacinas indicadas para gestantes.
› Em caso de febre ou dor, procure um serviço de saúde. Não tome qualquer medicamento por conta própria
› Relate ao seu médico qualquer sintoma ou medicamento usado durante a gestação.

Cuidados com o recém-nascido

Prevenção/Proteção
› Proteger o ambiente com telas em janelas e portas, e procurar manter o bebê com uso contínuo de roupas compridas – calças e blusas.
› Manter o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
› Caso se observem manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, procurar um serviço de saúde.
› Não dar ao bebê qualquer medicamento por conta própria.

Informação
› Após o nascimento, o bebê será avaliado pelo profissional de saúde na maternidade. A medição da cabeça do bebê (perímetro cefálico) faz parte dessa avaliação.
› Além dos testes de Triagem Neonatal de Rotina (teste de orelhinha, teste do pezinho e teste do olhinho), poderão ser realizados outros exames.
› Leve seu bebê a uma Unidade Básica de Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento conforme o calendário de consulta de puericultura.
› Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário vacinal da Caderneta da Criança.

o que e microcefalia

O que é a microcefalia?

Microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Essa malformação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação. O Zika Vírus está associado à microcefalia em bebês cujas mães foram contaminadas durante a gestação.

Qual o perído da gestação é mais suscetível à ação do vírus?

Pelo relatado dos casos até o momento, as gestantes cujos bebês desenvolveram a microcefalia tiveram sintomas do vírus Zika no primeiro trimestre da gravidez. No entanto, o cuidado para não entrar em contato com o mosquito Aedes aegypti é para todo o período da gestação.

Como é feito o diagnóstico?

Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. A OMS recomenda que o perímetro cefálico seja medido entre 24 horas após o nascimento e até o 6º dia de vida. Este período é um dos principais momentos para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. Entretanto, somente a equipe de saúde que está acompanhando a grávida poderá indicar o método de imagem mais adequado.

Qual o tratamento para a microcefalia?

Não há tratamento específico para a microcefalia. Existem ações de suporte que podem auxiliar no desenvolvimento do bebê e da criança, e este acompanhamento é preconizado pelo Sistema Único da Saúde (SUS)
. Para orientar o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança com microcefalia, o Ministério da Saúde desenvolveu o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. O documento prevê a mobilização de gestores, especialistas e profissionais de saúde para promover a identificação precoce e os cuidados especializados da gestante e do bebê.

O Protocolo define também as diretrizes para a estimulação precoce dos nascidos com microcefalia. Todas as crianças com esta malformação congênita confirmada deverão ser inseridas no Programa de Estimulação Precoce, desde o nascimento até os três anos de idade, período em que o cérebro se desenvolve mais rapidamente. A estimulação precoce visa à maximização do potencial de cada criança, englobando o crescimento físico e a maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva, que poderão ser prejudicados pela microcefalia.

Os nascidos com microcefalia receberão a estimulação precoce em serviços de reabilitação distribuídos em todo o país, nos Centros Especializado de Reabilitação (CER), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Ambulatórios de Seguimento de Recém-Nascidos.

Quais cuidados as gestantes devem tomar?

O Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. Também é importante que elas reforcem as medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, com o uso de repelentes indicados para o período de gestação, uso de roupas de manga comprida e todas as outras medidas para evitar o contato com mosquitos, além de evitar o acúmulo de água parada em casa ou no trabalho. Independente do destino ou motivo, toda grávida deve consultar o seu médico antes de viajar. A quem vive em área de alta transmissão do vírus, é recomendado praticar sexo seguro.

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Como é o comportamento do mosquito Aedes aegypti?

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico que pode viver, inclusive, dentro de casa e perto do ser humano. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas por diversos criadouros em nossa casa, trabalho ou escola. Por isso, toda a sociedade deve se unir e trabalhar junta para a eliminação dos focos do mosquito.

Como evitar a proliferação do Aedes?

Confira alguns cuidados simples:

  • Mantenha a casa limpa e sem água parada, como: pratinhos de plantas com água, garrafas pet ou qualquer objeto que facilite o acúmulo de água;
  • Jamais descarte qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, na rua ou em lotes vagos. Ao descartar latas, caixas de leite e similares, é recomendável retirar o fundo;
  • Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água;
  • Mantenha os bebedouros de animais domésticos limpos e escovados, e troque a água diariamente;
  • Mantenha piscinas devidamente tratadas;
  • Caixas de água devem estar bem tampadas e vedadas. Se optar em armazenar água das chuvas, tampe bem os recipientes;
  • A água sanitária também pode ser utilizada para eliminar larvas do mosquito Aedes aegypti. No entanto, ela não pode ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais. O tratamento deve ser repetido semanalmente, de preferência em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva.

mitos e verdades

Inseticidas naturais funcionam para afastar o mosquito da Dengue?

Não. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos não possuem comprovação de eficácia e não estão aprovados pela Anvisa.

Uma pessoa que já teve Dengue pode pegar novamente?

Sim, isso é possível, uma vez que existe mais de um tipo de vírus da dengue, 4 no total. Assim, pessoas que já foram infectadas por um tipo do vírus poderão ser contaminadas por outras das três espécies.

Gestantes podem utilizar repelente com o mosquito da Dengue?

Sim. Elas devem escolher os repelentes com DEET na versão para adultos (15%) com até 6 horas de duração. É recomendado usar o repelente por cima dos tecidos e apenas na pele exposta (braços, colo, pernas, pés).

O vírus Zika pode ser transmitido por relação sexual?

Com base na crescente evidência de que o vírus pode ser sexualmente transmissível, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o guia interino de prevenção da transmissão sexual do vírus Zika. A OMS recomenda, dentre outras medidas, a prática de sexo seguro por mulheres gestantes que vivem em áreas de alta transmissão do vírus. O Ministério da Saúde vem acompanhando a situação do vírus Zika no mundo, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) e outros organismos internacionais.

Quem foi infectado pelo vírus Zika uma vez pode ter a doença de novo?

Outros vírus parecidos com o Zika geram imunidade para a vida inteira. Quem já teve dengue pelo vírus 1, por exemplo, não voltará a ter pelo mesmo vírus. O mesmo acontece com a febre amarela. Porém, ainda não há estudos suficientes para afirmar isso em relação ao vírus Zika.

O vírus Zika também causa Guillain-Barré?

Sim. A Síndrome de Guillain-Barré é uma reação a agentes infecciosos, como vírus e bactérias. É uma doença neurológica, de origem autoimune, que provoca fraqueza muscular generalizada e que, em casos mais graves, pode causar a paralisia total dos membros, além de comprometimento dos músculos respiratórios e da face. O diagnóstico é feito de forma clínica, a partir da observação e análise dos sintomas, com a complementação de exames laboratoriais.

Os casos de microcefalia estão relacionados ao uso de vacinas estragadas?

O Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imuização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência na literatura nacional e internacional de que possam causar microcefalia. O PNI é responsável pelo repasse, aos estados, dos imunobiológicos que fazem parte dos calendários de vacinação. Uma das ferramentas essenciais para o sucesso dos programas de imunização é a avaliação da qualidade dos imunobiológicos. O controle de qualidade das vacinas é realizado pelo laboratório produtor obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) do Ministério da Saúde. Desde 1983, os lotes por amostragem de imunobiológicos adquiridos pelos programas oficiais de imunização vêm sendo analisados, garantindo sua segurança, potência e estabilidade, antes de serem utilizados na população.

Os casos de microcefalia estão relacionados ao uso de larvicida?

O Ministério da Saúde somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esses produtos passam por um rigoroso processo de avaliação da World Health Organization Pesticed Evaluation Scheme (WHOPES). Não existe nenhum estudo epidemiológico que comprove a associação do uso de larvicidas à microcefalia. O Ministério da Saúde somente recomenda a utilização de larvicidas em situações especiais, onde há necessidade de armazenamento de água e os depósitos não podem ser protegidos fisicamente.