Reunir esforços no combate à violência contra mulheres, crianças e adolescentes. Esse foi o objetivo da reunião que aconteceu na tarde do último dia 10, no auditório da prefeitura.

A atividade teve promoção da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com as Secretarias de Educação e Desenvolvimento Social, Saúde Mental, Fica Vivo, Delegacia de Mulheres, Conselho Tutelar, entre outros.

“O objetivo desse encontro é criar uma força-tarefa aqui no município, envolvendo, além da secretaria de saúde, outras secretarias, como desenvolvimento social, educação, CREAS e CRAS. Simboliza um marco em defesa das vítimas de violência, sejam elas, mulheres, crianças ou adolescentes”, disse a coordenadora clínica da atenção básica, Clarissa Lages. Lages afirmou ainda que, “precisamos criar um fluxo que seja integrado na rede, embora já tenhamos muitas possibilidades de cuidado com as vítimas de violência, precisamos unificar nossas ações para tornar o nosso cuidado mais integral e completo”.

Segundo informou a diretora de epidemiologia, Emanoela Cardoso, de 2015 a 2017, houve um aumento significativo no número de casos de violência contra crianças, mulheres e adolescentes ocorridos no município. “Devido o aumento de casos que constatamos na cidade, precisamos integrar e fortalecer nossas ações para oferecermos à população luziense um melhor atendimento e este encontro é muito importante para o fortalecimento destas ações”, garantiu.

 “É um tema muito importante a ser discutido, porque ainda hoje esse assunto é muito polêmico, tem muita gente que ainda tem medo de falar do assunto, além de ter vários questionamentos e quem trabalha com saúde precisa estar preparado para receber essas pessoas vítimas de violência, pra sabe detectar, acompanhar e alinhar com toda a rede uma forma de proteção a esses usuários, que muitas vezes usam os consultórios como porta de entrada para pedir ajuda”, enfatizou a médica de medicina de família e comunidade do Hospital Odilon Behrens, Larissa Lopes.

Presente na reunião, a assistente social do NASF, Isabel Lino reforçou a importância da união de todos para combater a violência e relatou um caso recente de abuso sexual que ela atendeu.  “Recentemente atendi um caso grave de violência sexual contra uma adolescente de penas 13 anos de idade. A própria mãe a violentou. O caso foi conduzido ao Conselho Tutelar e aplicada medida de proteção. A família perdeu o poder familiar. Então diante de tantos casos que estão surgindo, resolvemos nos unir para trocarmos experiências e melhorar a assistência ao munícipe”, disse.

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