Com o aumento do número de casos de Febre Amarela em todo país, a Prefeitura de Santa Luzia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou na última sexta-feira (19/01), no auditório da Secretaria de Educação, uma capacitação para os médicos e enfermeiros da rede municipal de Saúde. O objetivo foi normatizar o manejo clínico, incluindo abordagem diagnóstica, terapêutica e, ainda, estabelecer fluxos de atendimento.

O treinamento foi conduzido pelo médico infectologista do município e referência no Hospital Eduardo de Menezes, Dr. João Gentiline. De acordo com o especialista, a capacitação é fundamental para conscientizar a respeito do diagnóstico da doença e reforçar a importância da vacinação. “A vacinação ainda é a maior arma de prevenção que temos”, alertou.

Segundo Gentiline, em Minas Gerais, sobretudo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ainda estão tendo casos da doença. “Mas é importante frisar que a Febre Amarela não tem o ciclo urbano. Os casos, são de pessoas não vacinadas que tiveram contato com o ambiente silvestre”, completou.

O Ministério da Saúde recomenda apenas uma dose da vacina, ou seja, quem foi vacinado uma única vez, a partir do 10º dia da vacinação, está imune a Febre Amarela. “A principal contraindicação é para quem faz uso de medicamentos que diminuem a defesa do organismo, por exemplo, quimioterápicos, corticoides e também para crianças com menos de seis meses de vida. A vacinação é indicada a partir dos 9 meses”, informou o Dr. João Gentiline.

Em relação a transmissão, o infectologista lembra que é por meio da picada do mosquito e, que os macacos também são vítimas da doença e não transmissores. “Infelizmente temos visto pessoas apedrejando e envenenando os primatas. Isso é muito ruim, não só do ponto de vista do meio ambiente, mas também do ponto de vista do ser humano mesmo, pois o macaco sinaliza que o vírus está presente”, garantiu o médico.

A médica da UBS Morada do Rio, Drª Luciene de Andrade, participou da capacitação e disse que o treinamento traz mais segurança aos profissionais da saúde. “A importância [da capacitação] é poder conhecer um pouco mais sobre essa patologia e poder agir na ponta, através dos postos de saúde, esclarecendo as dúvidas da população”, comentou.

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